POLÍTICA

Governo pressiona por renúncia de presidente da Petrobras.


Foto:(Agência Senado)

O governo do presidente Jair Bolsonaro está pressionando pela renúncia do atual presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho. O governo quer acelerar o processo de votação do indicado para substituí-lo no posto, Caio Paes de Andrade. Mas Ferreira Coelho já avisou que cumprirá sua missão até o fim e não vai renunciar ao cargo.

Sem uma renúncia, o governo precisa aguardar os trâmites normais para a votação de Caio Paes de Andrade, o que pode demorar de 45 dias a 60 dias. Se o atual presidente decidisse sair antes, o processo poderia ser acelerado. A mesma pressão foi feita na época do presidente anterior da estatal, Joaquim Silva e Luna, mas ele também resistiu.
 
A amigos, José Mauro Ferreira Coelho deixou claro que precisa cumprir sua missão até o fim. Ele até já se posicionou sobre o assunto: "Temos a responsabilidade de dar continuidade às operações e à gestão da empresa, e aguardamos que o processo de transição seja feito por meio da Assembleia de Acionistas, obedecendo à governança e às regras institucionais da empresa", afirmou.

Dentro do governo, a avaliação já era de que dificilmente José Mauro Ferreira Coelho aceitaria renunciar e antecipar sua saída do comando da estatal. Segundo um assessor, a forma como ele foi demitido, estando no cargo pouco mais de trinta dias, foi deselegante e desrespeitosa.
 
O governo tem pressa em trocar o comando da empresa porque deseja aumentar o espaço entre reajustes dos preços, tentando evitar, por exemplo, novos aumentos durante o período eleitoral. As regras da empresa não fixam um período entre os reajustes, mas que, ao final do ano, os preços dos combustíveis, na média, estejam alinhados aos praticados no mercado internacional.

A equipe de Bolsonaro foi surpreendida ao descobrir que a troca não seria imediata, mas pode demorar entre 45 dias e 60 dias na melhor das hipóteses depois que o Palácio do Planalto encaminhar não só a indicação de Caio Paes de Andrade, que já foi feita, mas também de outros conselheiros eleitos por voto múltiplo na assembleia que elegeu Ferreira Coelho.





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