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Eleitores franceses votam no 2° turno da eleição presidencial

Os franceses não costumam levantar cedo para ir votar, boa parte da população prefere ir às seções eleitorais no turno da tarde. Há duas semanas, ao meio-dia local, 25,48% dos eleitores haviam votado, 0,93 ponto percentual a menos do que neste domingo. No entanto, a participação caiu dois pontos em relação à última eleição presidencial francesa, em 2017.

De acordo com as sondagens divulgadas por institutos de pesquisas durante a semana, a expectativa era de que a abstenção ultrapassasse 25%. Muitos franceses se dizem decepcionados com o resultado do primeiro turno e afirmam que não votarão hoje por não se reconhecerem em nenhum dos dois candidatos finalistas: o presidente Emmanuel Macron, que tenta se reeleger, e a líder da extrema direita Marine Le Pen. Além disso, esse é um período de recesso escolar em que as famílias costumam tirar férias.
 
Clima calmo nas primeiras horas

As seções eleitorais abriram às 8h da manhã pelo horário local (3h em Brasília) em toda a França. O clima era relativamente calmo nas primeiras horas de votação na região da Praça da República, no centro-leste de Paris. Os eleitores conseguiam votar rapidamente, sem fazer fila.

A RFI conversou com vários eleitores do 11° distrito da capital francesa, entre os quais poucos afirmaram ter ido votar por convicção. A maioria dos entrevistados mencionou a necessidade de ir às urnas para não permitir que a extrema direita chegue ao poder

É o caso de Frédérique, que chegou cedo à seção eleitoral, um pouco após a abertura, para evitar filas. "De todo o jeito, eu sei que se o candidato em que eu votei vencer, tudo vai continuar como antes, seja no meio ambiente, no desenvolvimento sustentável, no poder aquisitito ou na questão da reforma da previdência. Não acredito em suas promessas eleitorais. Mas também não aceito esse discurso xenofóbo e racista de jeito nenhum", afirma.

Mesmo tom da parte de Camille, que vota à esquerda e diz que chorou com a eliminação de Jean-Luc Mélenchon, candidato do partido França Insubmissa, em quem apostou no primeiro turno. "É a segunda eleição que voto [no segundo turno] em um candidato com quem não me identifico para barrar outro. Mas tenho medo que a extrema direita passe, então, acho que minha obrigação, como cidadã, é impedir que isso aconteça", diz.
 
Já Thierry afirma que desde que chegou à idade mínima para o voto, 18 anos, nunca deixou de ir às urnas. Ele lamenta escolher um candidato sem convicção, mas compreende os eleitores que optam pela extrema direita. "É o reflexo do que ocorre na sociedade francesa. Há pessoas que têm muitos problemas no campo sócio-econômico, não faz muito tempo tivemos a crise dos coletes amarelos, por exemplo. Vivemos uma época muito difícil e eu não voto na extrema direita, mas compreendo os motivos de quem vota."

Bertrand, por sua vez, prefere não comentar sobre suas preferências políticas. Para ele, independentemente do candidato, "é importante ir votar". Ele lamenta a previsão de abstenção, sobretudo da parte dos jovens. "Ir às urnas é um dever nosso e é essencial que todos exerçam esse dever. É preciso pensar no futuro, principalmente os jovens. É sobretudo eles que devem se mobilizar".

Resultado da eleição sai às 20h

O segundo balanço da participação dos eleitores será divulgado às 17h locais (meio-dia pelo horário de Brasília). A maioria das urnas fica aberta até as 20h em Paris e nas grandes cidades francesas, 19h nas outras localidades. Os primeiros resultados deste segundo turno da eleição presidencial serão conhecidos às 20h locais (15h de Brasília).





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