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"Nó ideológico" freia disseminação de fake news sobre guerra na Ucrânia


Foto:(Reprodução)

Desde quando a Rússia iniciou a invasão da Ucrânia, no último dia 24 de fevereiro, o tema "guerra" tem dominado boa parte do noticiário brasileiro (principalmente nos canais de TV "all-news") e também gerado debate em redes sociais. Porém, a desinformação, pelo menos nestes primeiros dias de guerra, não está seguindo a pauta da mídia (como seria a lógica).

É claro que já apareceram informações erradas sobre o conflito e que foram desmentidas no Boatos.org. Com informações erradas que chegaram, inclusive, a serem veiculadas na mídia (como na história da miss Ucrânia e do tanque russo), desmentimos algumas fake news nos últimos dias. Porém, nenhuma delas foi, por assim dizer, "politizada".
 
As fake news mais óbvias que apareceriam em uma situação como essa seriam as seguintes (sem ordem de prioridade). 1) Um grupo político (sejam bolsonaristas ou lulistas) criando informações falsas que liguem o outro lado do polo político ao "vilão da guerra" (no caso, o presidente da Rússia). 2) Teorias da conspiração que justificariam os ataques e serviriam para "desconstruir" a imagem da Ucrânia (algo que está ocorrendo em outros países, mas não no Brasil).

A falta de um direcionamento sobre "qual lado apoiar" está fazendo com que histórias como essas não sejam criadas ou não ganhem adesão por parte de militantes (é possível ver esse exemplo, que viralizou em inglês, mas não ganhou as redes no Brasil).

Militantes favoráveis a Bolsonaro teriam uma tendência a apoiar Vladimir Putin se, por exemplo, seguissem a lógica de simpatizantes de Trump. Porém, o risco do resultados dos conflitos da Ucrânia fazer com que o presidente do Brasil tenha a imagem arranhada para eleições tem freado a desinformação "pró-Rússia".
 
Militantes mais radicais favoráveis a Lula também teriam, por conta de uma antiga "não-simpatia" aos Estados Unidos, Otan e Ucrânia, uma tendência a apoiar a Rússia. Só que os argumentos pró-Rússia não têm ganhado grande adesão entre os simpatizantes de Lula pelos mesmos motivos dos bolsonaristas.

No momento, o quadro da desinformação é esse: no Brasil, ninguém quer declarar apoio a Putin ou à Ucrânia. Com isso, fake news que tentam "colar" a imagem do adversário a algum lado da guerra ou que tentam criar um "vilão" para os conflitos. Não é possível saber se os próximos passos por lá ou por cá mudarão esse quadro.

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Os desmentidos mais lidos do Boatos.org nos últimos dias

  1. Dica falsa que aponta que digitar Ankole no Google faz com que fotos suas apareçam (Confira detalhes aqui)
  2. Anúncio falso que aponta que Exército convocou reservistas para lutar na Ucrânia (Confira detalhes aqui)
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  5. Fake news que aponta que Dilma e Maria do Rosário assumiram relacionamento (Confira detalhes aqui)

 
Destaques nas redes sociais

Desde o início de 2021, o Boatos.org promove a seção "A Semana em Fakes", com análises sobre assuntos relacionados a fake news. 





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