POLÍTICA

Quanto mais candidatos, melhor para Elvis


Leandro Monteiro, Danilo Ferraresi, Silvinho Peccioli e André Bastianon

Mesmo faltando ainda pouco mais de 9 meses para as eleições, uma situação, mesmo prematura, vem chamando atenção, pelo menos quanto à possível disputa do executivo em Santana de Parnaíba. Enquanto permanece a expectativa do nome da situação, a fila daqueles ditos oposição vem aumentando. Atualmente são pelo menos 5 pré-candidatos, que em algum momento afirmaram ter interesse em disputar o pleito. O ex-prefeito Silvinho Peccioli (PSD), o médico Danilo Ferraresi (PTB), o executivo Leandro Monteiro (PV), e recentemente André Bastianon (PT) e o advogado Daniel Junior (PSOL), que juntos formam uma parede, com tijolos dispersos, contra o candidato que será indicado pelo prefeito Elvis Cezar (PSDB).
O cenário, pelo menos rascunhado até o momento, caso se torne uma certeza poderá representar uma vantagem ao grupo da situação, independente do escolhido de Elvis, por uma simples questão matemática: a oposição inevitavelmente dividirá os votos entre si, enquanto os tucanos, mesmo que possam ter uma redução de eleitores, no final podem sair vencedores.

O cenário mudou

Polarização é um termo ainda muito novo em Parnaíba, algo recente, que surgiu em 2008 quando Cezar (PSDB) foi à disputa contra o até então hegemônico Peccioli, e conseguiu obter 16.133 votos, o equivalente a 35,23% dos válidos, o que hoje pode-se afirmar que foi um ensaio de vitória, já que 4 anos depois somaram a esses números pouco mais de 12 mil votos e pela primeira vez impôs uma derrota à Peccioli vencedor de três eleições anteriores.

Os tucanos assumiram a prefeitura, e mesmo com a cassação de Cezar em 2013, seu filho Elvis se manteve à frente e venceu duas eleições justamente contra seu maior adversário, a última em 2016, com 38.185 votos, equivalente a 63,65%, já Silvinho novamente amargou a segunda colocação desta vez com 17.421, quase 10 mil a menos quando comparado ao embate de 2008. Mas e agora? Nem Cezar e tão pouco Elvis poderão estar na disputa, o que em tese proporcionaria uma chance de mudança de mãos do executivo.
Será? A presença de Silvio na disputa é crucial, e mesmo com derrotas consecutivas mantém um eleitorado fiel a ele, e numeroso, ainda imprevisível para uma nova vitória, mas a ponto de desequilibrar a balança, algo com certeza levado em consideração pelo grupo de Elvis.

Novos nomes

O médico Danilo Ferraresi já vem costurando alianças e agregando aliados ao seu grupo, o que lhe fortaleceria na disputa não só contra um candidato da situação, mas da máquina administrativa, além da popularidade do prefeito Elvis, e do agora deputado estadual Cezar, somados aos atuais parlamentares alinhados no discurso e nas possíveis ações atribuídas pelo executivo que representam mais da metade dos votos em potencial.
De forma ainda discreta desponta Leandro Monteiro, morador de Alphaville, que como Danilo busca conquistar votos no segundo maior colégio eleitoral do município, e aposta em seguir uma via paralela dos outros possíveis adversários com discurso de eficiência administrativa e enxugamento da máquina pública, algo bem presente e recorrente no Brasil atual, mas que comunga de coisas bem parecidas do PSDB, PSD e do próprio PTB.

A esquerda poderá estar também

Compartilhando em combater o mesmo adversário, mas com um viés totalmente diferente aparecem o PSOL de Daniel Junior e o PT de André Bastianon. Dizer que os dois estão como favoritos soa até um certo exagero, mas também considerar que não farão diferença é mera suposição. Em Parnaíba o PSOL possui um recente histórico nas disputas pelo executivo e até tem obtido votos, já o PT que mesmo sem tradição e uma militância atuante no município, é ainda o PT, que governou o país em 4 oportunidades seguidas, além de cidades importantes do país, e é importante lembrar que com todos os casos de denúncias, com prisões de seus principais líderes, conseguiu obter em 2018 mais de 47 milhões dos votos na disputa para presidente da república, o equivalente a quase 45%.   
 
Pode até parecer eleição de dois turnos

O que se vê recentemente em Parnaíba é uma prévia para eleições de dois turnos, as quais em primeiro momento todos se lançam na disputa, algo até que seria compreensível  de posicionamentos de muitos grupos, já que parte dessas forças se convergem a favor de um ou outro na segunda fase mas isso não ocorre em Parnaíba. Se há oposição, ao governo Elvis, e há só pelo simples fato de haver esse número de pré-candidatos, então a polarização dificilmente ocorre, e não ocorrerá tão cedo já que são necessários pelos menos 200 mil eleitores, e na última eleição haviam pouco mais de 78 mil, com crescimento em média de 8% a cada quatro anos. Ou seja, caso não haja qualquer alteração na lei eleitoral levará ainda muito tempo para o eleitor Parnaibano ir às urnas em dois turnos para escolher o prefeito, mas caso os possíveis atuais postulantes adotarem a divergência como condutor poderão contribuir significativamente pela continuidade dos tucanos na prefeitura.





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