INTERNACIONAL

França bate novo recorde ao ultrapassar 100 mil casos de Covid-19 em 24 horas


Foto:(STEPHANE DE SAKUTIN/AFP)

No total, a França registrou 104.611 novas infecções em um período de 24 horas. Segundo a agência de saúde pública do país, os números dobraram em três semanas. 

A grande quantidade de diagnósticos positivos também está relacionada à precaução dos franceses às vésperas do Natal. Mais de um milhão de testes foram realizados na última quinta-feira (23). 
 
Durante toda a semana, os centros de análise e farmácia registraram superlotação para a realização de exames de antígeno e PCR. Em muitas cidades, os autotestes se esgotaram. Em Paris, os diagnósticos de PCR tiveram de ser interrompidos em diversos momentos na quinta e sexta-feira (24) devido à grande demanda. 

Apesar dos cuidados redobrados, a rápida progressão da variante ômicron inspira projeções pessimistas para 2022. Em entrevista ao canal de televisão CNews, o infectologista francês Benjamin Davido prevê que até meados de janeiro o país registre cerca de 200 mil contaminações por dia. 

Já o Conselho Científico, órgão criado pelo governo francês durante a pandemia, evoca o temor de uma paralisia da sociedade com a multiplicação de doentes e a necessidade de quarentena daqueles que tiveram contato com o vírus. Não é à toa que o presidente Emmanuel Macron presidirá na segunda-feira um conselho de defesa sanitária focado na variante ômicron.

Passaporte vacinal e novas medidas

O projeto de lei que prevê transformar o passaporte sanitário em vacinal também deve ser aprovado amanhã pelos ministros franceses. A previsão é que a medida entre em vigor no próximo 15 de janeiro. 

O documento deve limitar o acesso a locais de lazer e cultura, restaurantes, eventos e transportes entre regiões a pessoas vacinadas. Até o momento, os não imunizados podem utilizar o passaporte sanitário desde que contem com um teste negativo à Covid-19. Revisando a medida, o governo pretende dissuadir a parcela ainda resistente à vacinação. A França é um dos países europeus com a maior taxa de imunização; 89,4% da população está completamente vacinada.
 
Na semana passada, o porta-voz do governo francês, Gabriel Attal, preveniu que a variante ômicron se tornará majoritária nos próximos dias. Para tentar conter a propagação da linhagem, o próprio presidente francês fez um apelo na sexta-feira para que os franceses se testem antes de reunir com familiares e amigos nas festas de fim de ano. 

Sem esperar pela decisão do governo nacional, várias prefeituras já anunciaram o cancelamento de eventos e queima de fogos no Réveillon. Em Paris, a tradicional festa na avenida Champs-Elysées não ocorrerá. Casas noturnas também tiveram que fechar suas portas. No entanto, diferentemente de outros países europeus, a França não optou até o momento por realizar um novo lockdown, nem determinar um limite para as reuniões privadas, uma situação que pode ser revisada na segunda-feira. 





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