SAÚDE

Um verão chuvoso exige cuidados ainda maiores. Saiba como combater o Aedes aegypti.




Divulgação.

Os institutos que estudam o clima informam que o verão 2020 será menos quente e mais chuvoso. Com o aumento do índice pluviométrico aumentam também as possibilidades de acumulo de água e assim consequentemente o aumento dos prováveis criadouros para o Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e Chikungunya.

Até novembro de 2019, o registro de pessoas infectadas foi de 390 mil, das quais 250 não resistiram a uma das enfermidades. Por isso, é fundamental estar atento aos locais que podem se tornar criadouros do inseto.
De acordo com estudos, 80% dos criadouros do mosquito estão em residências. “É um animal originário da África e está presente em praticamente todos os países. A taxa reprodutiva desse inseto é maior no verão e, como ele depende de água para se reproduzir, a associação de chuva e calor é a que melhor combina para o desenvolvimento”, explica Lincoln Suedesk, pesquisador do Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan.

Focos

Plantas com recipientes que acumulam água são alguns dos principais focos para o desenvolvimento do Aedes aegypti.

Objetos como potes e garrafas também devem ser retirados dos quintais, uma vez que os ovos do mosquito sobrevivem por meses em locais secos antes de entrarem na água e se transformarem em larvas. O descarte de pneus usados também representa um cuidado para o combate ao inseto.

Hidratação

Marcos Boulos, assessor especial para Doenças Infeciosas da Secretaria de Estado da Saúde, destaca os procedimentos para tratar a doença. “A pessoa não tem um tratamento específico contra o vírus. Para evitar o agravamento, é fundamental se hidratar, pois a doença se caracteriza pela perda de água. Às vezes, é necessário que o paciente seja internado para tomar soro na veia e evitar complicações”
 
 





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SAÚDE  |  07/02/2020 - 10h