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Dezembro Verde: contra os maus tratos e abandono de animais.




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Quem transita por ruas e Avenidas em algum momento pôde ver algum animal, principalmente cães, perambulando de um lado para outro, perdidos e sem rumo. Infelizmente esse tem sido o cenário nas cidades da região, algo que tende a aumentar com a chegada das festividades de fim de ano, período que registra o maior número de abandonos. Diante de uma situação estarrecedora como essa identificável em todo o país, em 2015 foi idealizada pelo ativista Alex Carlos Paiva, no estado do Ceará, uma campanha de conscientização em relação ao abandono e maus tratos aos animais. A ação logo se expandiu para outros estados, despertando o interesse de pessoas como Drika Morais, protetora integrante da Confederação Brasileira de Proteção Animal (CBPA) que ao lado de outros ativistas nomearam a ação como Dezembro Verde, uma referência à questão ambiental. No Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde há aproximadamente 30 milhões de animais vivendo em situação de rua.

Dados do Instituto Pet Brasil reforçam as estatísticas quanto a também a vulnerabilidade que os pets são submetidos. De acordo com um levantamento inédito foi possível identificar que da população total de 78,1 milhões de animais (54,2 de cães e 23,9 de gatos), pelo menos 5%, ou seja 3,9 milhões pets são Animais em Condição de Vulnerabilidade (AVC), aqueles que vivem sob a tutela de famílias classificadas abaixo da linha da pobreza, ou que vivem nas ruas, mas recebem cuidados de pessoas. Os números só comprovam a realidade também presente em municípios da região. Cidades como Barueri, Cajamar, Osasco, Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus, infelizmente são pontos “convidativos” já que a maioria dos abandonos, que é crime previsto por lei, são feitos com o uso de automóveis, e devido a região possuir fácil acesso às rodovias e até mesmo ruas em alguns bairros sem grande movimento, acabam se tornando propícios para o abandono. Em Barueri até outubro foram resgatados 736 animais de rua.De acordo com a prefeitura através da Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (SEMA), em parceria com a Guarda Ambiental, são realizadas constantes vistorias e fiscalizações para inibir a prática, inclusive com a distribuição de cartazes na cidade alertando sobre a prática criminosa, se estendendo às escolas do município.

Ainda de acordo com o SEMA, há uma ação constante voltada a serviço de castração, já que os filhotes representam 43% dos abandonos. Em Cajamar, segundo a prefeitura, não há qualquer plano implantado para inibir e monitorar os casos de abandonos de animais, e tão pouco estatísticas sobre a questão, e no município, que possui diversas vias acaba sendo um facilitador para a prática de abandono. No entanto, de acordo com a própria prefeitura, há um projeto em andamento que visa implantar uma área de abrigo aos animais, mas por enquanto o resgate dos animais abandonados cabe às ONGS. Já em Osasco, a prefeitura respondeu ao Anhanguera que adotou a implantação do programa de microchipagem no município e a criação da nova legislação contra o crime e maus tratos aos animais através da Lei 4969/2019, e afirmou que após a implantação dos hospitais veterinários públicos houve uma redução de 30% no abandono de animais, e que está promovendo a campanha “Dezembro Verde” e quanto ao número de animais abandonados no ano, só será possível ter conhecimento ao final de dezembro a partir de um relatório geral de balanço. Em Santana de Parnaíba é explícito o quanto a prática criminosa se enraizou em pontos distintos, principalmente àqueles em trechos ermos, próximos às avenidas como a Tenente Marques, Estrada Ecoturística do Suru e Romeiros, compreendendo bairros como Chácara das Garças, Fernão Dias, o próprio Suru e Refúgio dos Bandeirantes, onde ver cães abandonados pelas ruas é algo tão comum. O Anhanguera entrou em contato com a prefeitura sobre a questão, no entanto não houve respostas às indagações encaminhadas.





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