POLÍTICA

Bolsonaro pede para evitar elevador e banhos quentes para economizar energia


Reprodução - Redes Sociais.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, fez sua tradicional live nesta quinta-feira (23) e pediu para os brasileiros economizarem energia elétrica em meio à crise hídrica que atinge o país. Por conta de uma média menor de chuvas e do aumento do desmatamento das áreas de mata, especialmente da Amazônia, o Brasil pode ver a situação se agravar cada vez mais até 2022.   
 
“Aqui [no Palácio da Alvorada] são três andares. Quando tem que descer, mesmo que o elevador esteja aberto na minha frente, eu desço pela escada. Se puder fazer a mesma coisa no seu prédio.   

Ajude a gente. Quanto menos mexer no elevador, mais economia de energia nós temos”, disse em um dos trechos da live.   

Durante a fala, Bolsonaro ainda pediu que as pessoas “tomem banho frio” porque “é muito mais saudável” e para que desligassem os ar condicionados ou se “está com 20ºC, passa para 24ºC, gasta menos energia”.   
 
“Até faço um pedido para você agora: tem uma luz acesa a mais na sua casa? Por favor, apague. Nós estamos vivendo a maior crise hidrológica dos últimos 90 anos. Se você puder apagar uma luz na sua casa, apague”, disse ainda.   

Essa é a segunda vez que o presidente toca nesse assunto durante suas lives semanais, sendo a primeira no fim do mês de agosto.   

Especialistas vem alertando há meses que o governo precisava tomar medidas para evitar o agravamento da crise ou apagões energéticos. No entanto, nos mais de dois anos de governo de Bolsonaro, a destruição da Amazônia vem batendo recordes, segundo o Imazon e o Inpe. A floresta amazônica é fundamental para o ciclo das chuvas no resto do país.   
 
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criou uma bandeira especial de tarifa para a conta de luz, a “bandeira de escassez hídrica”, que ficará em vigor até 30 de abril de 2022.   

Nela, há uma taxa de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos. O valor é quase 50% maior do que a bandeira vermelha patamar dois, que estava vigente. (ANSA).   





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