CULTURA

Um centenário especial e abençoado.




Paulo Brebal, Padre Anacleto, Salvador e Seu Nelson Morais. Acervo : Parnahyba sempre Parnaíba

Nascido em 19 de outubro de 1917 na cidade de Pirapora do Bom Jesus, Pedro Camargo não imaginava que se tornaria o cônego Anacleto e seria conhecido como Padre Anacleto, figura marcante e querida principalmente nas cidades de Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus e Jaú. Além de Padre, Anacleto era professor de ciências e lecionava no então GESP - Grupo Escolar de Santana de Parnaíba (que ficava onde hoje está localizada a ETEC Ermelinda G. Teixeira) e também no Colégio Tenente General Gaspar de Godói Colaço. A página Parnahyba sempre Parnaíba em parceria com o Jornal Anhanguera, conversou com familiares, amigos e ex-alunos do Padre Anacleto.

Dona Célia, casada com o único sobrinho do Padre, (Seu Colorau - já falecido) em conversa conosco, lembrou que Anacleto gostava muito de estar nas festas de família e assim contar suas histórias .Ele sempre estava aqui em casa nas festas da família e minha mãe também o ajudava, lavando as roupas, que ele retirava todo final de semana?. Outra lembrança viva da Dona Célia era o amor do Padre pela pescaria Ele gostava muito de pescar?, disse ela emocionada. Todos que tiveram algum tipo de contato com o Padre Anacleto, lembram das histórias com carinho, é o caso do Daniel -Deco - Daher, ex-aluno do padre e depois grandes amigos. ?Teve uma vez que eu enchi o capuz do Padre de bolinhas de papel, eu até hoje tenho certeza que ele sabia o que estava acontecendo, quando colocou o capuz da batina, foi uma chuva de bolinhas? lembra Deco rindo.  Uma outra lembrança viva do Padre, que o Deco nos conta é do Lambari, que era o nome do cachorro do padre .Era um fox paulistinha, bravo para caramba e não desgrudava do padre. O professor Darlan C. Bastianon, foi coroinha, aluno e amigo de profissão.  O professor nos conta que o Padre sempre foi muito querido por onde passou e lembra dos esforços do mesmo para a realização das festas da Padroeira. O padre sempre gostou muito de festa e, foi em uma festa organizada pelo padre, que eu criança, vi fogos coloridos pela primeira vez. Acredito que tenha sido a primeira vez que Parnaíba também viu, lembra Darlan. Padre Anacleto, morreu aos 73 anos em Jaú, tendo como causa do óbito, uma forte pneumonia, decorrida de uma chuva intensa que tomou enquanto pescava. Hoje seu nome é ainda recorrente nas histórias de amigos e da cidade, dá nome a um dos maiores Colégios Municipais em Santana de Parnaíba, localizado no bairro Colinas da Anhanguera. E se estivesse vivo completaria 100 anos.
 





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