CENÁRIO URBANO

Há um ano estátua de Raposo Tavares foi vandalizada em Santana de Parnaiba


No dia 27 de julho de 2020 a estátua de Raposo Tavares, localizada em Santana de Parnaíba foi vandalizada - Divulgação/2020

O ato de vandalismo contra a estátua de Borba Gato nesse sábado (24) em São Paulo, não é um caso isolado em relação a monumentos aos Bandeirantes. Há quase um ano, no dia 27 de julho, na estátua do bandeirante Raposo Tavares no monumento aos Bandeirantes, em Santana de Parnaíba foi jogada tinta.
 
A escultura, a primeira vista ao chegar em Santana de Parnaíba foi vandalizada com tinta vermelha. O Monumento aos Bandeirantes foi criado pelo artista da cidade, Murilo Sá Toledo e inaugurado em 2006 e consiste em um complexo com dois pórticos e 23 esculturas de bronze que representam personagens históricos como Anhanguera, Domingos Jorge Velho, Raposo Tavares e Fernão Dias e os fundadores da cidade, Suzana Dias e André Fernandes e assim ocupa um espaço de 60 metros de comprimento e 20 metros de largura. 

Já em 2020 o escritor Laurentino Gomes, se manifestou a respeito e citou justamente a estátua de Borba Gato
"Vejo nas redes sociais um movimento pela derrubada da estátua do bandeirante Borba Gato situada no bairro de Santo Amaro, em SP. Sou contra. Estátuas, prédios, palácios e outros monumentos são parte do patrimônio histórico. Devem ser preservados como objetos de estudo e reflexão”, publicou em sua conta no Twitter"
 
Incêndio toma viés político e ideológico
 
Estátua de Borba Gato em chamas na avenida Santo Amaro, em São Paulo; manifestantes atearam fogo em protesto ao papel do bandeirante na escravidão de índios (Gabriel Schlickmann/IShoot/Estadão Conteúdo)

No sábado (24) cerca de 20 pessoas atearam fogo em pneus na base da estátua do bandeirante Borba Gato, na zona sul de São Paulo, o ataque logo tomou as redes sociais e se tornou discussão ideológica.  Um grupo chamado Revolução Periférica publicou fotos e vídeo da estátua em chamas. Apesar de não assumirem a autoria, em uma das imagens é possível ver os pneus já incendiados e uma faixa com o nome do grupo e a frase: "A favela vai descer e não será Carnaval"
 
Enquanto expoentes da esquerda manifestaram apoio, grupos na direita retrataram o caso como terrorismo. O deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) classificou o ato contra a estátua como "ação simbólica importante". Já o advogado Arthur Weintraub, ex-assessor da Presidência da República, disse que se tratava de uma ação "terrorista" para "apagar nossa história, e criar o caos".





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