CENÁRIO URBANO

Eleição do Conselho Tutelar em Santana de Parnaíba é marcada por atraso e filas imensas.
Cenário Urbano07/10/2019 11h11Atualizada em 07/10/2019 15:10 Por: Leandro Daher





Fila de espera para a votação na Eleição do Conselho Tutelar. Foto: (Leandro Daher/OA)

No domingo (06), ocorreu a Eleição do Conselho Tutelar em Santana de Parnaíba. O Conselho Tutelar é formado por 5 conselheiros eleitos em eleição direta. Em Parnaíba, foram 22 as pessoas habilitadas para concorrer. O Jornal O Anhanguera esteve presente no Colégio Municipal Tte. Gal. Gaspar de Godói Colaço durante todo o dia e assim acompanhou o processo eleitoral

Filas

Um dos maiores problemas enfrentados pela Comissão Organizadora, que é composta em sua maioria por pessoas ligadas ao poder público, foi a grande fila formada para o acesso ao colégio. Segundo informações apuradas pelo O Anhanguera, a fila deu-se pela demora para o início da votação, essa que ocorreu com aproximadamente 1 hora de atraso. A fila praticamente estendia-se por quase 1 quilometro, já que em certo período da manhã, tinha seu final próximo a Praça da Bandeira que fica localizada atrás da Igreja Matriz. (ver vídeo)

O Atraso

A Prefeitura de Santana de Parnaíba juntamente com a Secretaria de Assistência Social e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente decidiram por terceirizar o processo eleitoral, para isso foi contratada a empresa “E-Social” que disponibilizaria tablets nas seções para que o voto fosse computado. Da totalidade das 10 seções disponibilizadas para votação, apenas 4 usaram o sistema, as demais implantaram cédulas de papel. Muitos (as) candidatos (as) informaram ao O Anhanguera que por não terem sido testados antes, os equipamentos não funcionaram no piso superior devido ao fraco sinal de Wi-Fi, sendo então substituídas por urnas e assim causando o atraso. Eleitores ouvidos disseram aguardar mais de 1 hora em fila já dentro do Colégio para que o processo de votação fosse iniciado.

Ausência de Nome

Uma outra reclamação ouvida pelo jornal, foi envolvendo uma das candidatas. Ao iniciar o processo informatizado, na conferência dos nomes programados, o nome de uma das candidatas não aparecia para votação. Candidatos afirmaram que o nome foi adicionado faltando poucos minutos para o início da votação.
 
A Votação

Devido ao erro do sistema informatizado e o uso de cédulas, a votação ocorreu de forma confusa. As seções eleitorais eram separadas por letras, a letra inicial do nome do eleitor indicaria a sua seção. O processo de votação fora pensado para o sistema automatizado, onde o eleitor digitaria apenas o número do (a) candidato (a) escolhido (a) e isso agilizaria o processo, por isso juntou-se várias letras por sala. Quando o processo precisou ser transferido para a cédula de papel, o tempo de voto aumentou e as instruções para o voto ficaram confusas.

A Apuração

Após o término da votação, deu-se início ao processo de apuração (ver vídeo). Foram montadas mesas apuradoras compostas por pessoas ligadas a comissão eleitoral, ao CMDCA e a empresa contratada. No primeiro momento, foram divulgados os números das urnas eletrônicas e logo após começou a contagem das cédulas. Algumas salas tiveram mais de 500 votos, deixando ainda mais demorado o processo de apuração. Próximo das 22:00h, o resultado final foi divulgado (ver vídeo), sendo ele:

1 – Ana Lucia Sant´Anna – 570 votos
2 -  Leo Fedrigo – 546 votos
3 – Professora Marcela – 473 votos
4 – Renata Galves – 428 votos
5 – Ducarmo – 400 votos

 
Reclamações e possibilidade de impugnação

Muitos candidatos sentiram-se prejudicados e disseram ao Anhanguera que entrarão com um pedido de impugnação do processo eleitoral. Dentre as reclamações ouvidas, estão campanhas antecipadas, transporte irregular de eleitores e o atraso do início da votação, já que em edital publicado o mesmo era para ter início às 08:00 pontualmente, fato esse que não ocorreu, já que o atraso levou a votação iniciar-se depois das 09:00h. Mesmo com o atraso os portões do Colégio Colaço foram fechados pontualmente as 17:00h, aqueles que estavam para dentro puderam votar. Uma outra reclamação ouvida pelo O Anhanguera é que as 5 candidatas eleitas são ligadas ao poder público ou por afinidade ou por parentesco, tendo assim elas um poder maior de condução de voto. Segundo vários candidatos ouvidos, isso seria amenizado com a abertura de outros colégios para a votação, diminuindo assim a necessidade de transporte. O Anhanguera constatou que na vizinha Cajamar, com um número menor de eleitores, foram abertos 5 colégios para votação.
 



Galeria de Fotos:





COMENTÁRIOS




VEJA TAMBÉM



CENÁRIO URBANO  |  22/10/2019 - 09h





CENÁRIO URBANO  |  22/10/2019 - 07h


CENÁRIO URBANO  |  18/10/2019 - 16h