CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Falta de semicondutores reduz projeções para 2021


Foto:(Fernando Calmon)

Com base em estudo internacional do Boston Consulting Group (BCG), a Anfavea estima que até 140.000 unidades deixarão de ser fabricadas este ano no Brasil apenas em razão da escassez de semicondutores.
 
A pesquisa do BCG apontou que as primeiras dificuldades mundiais com os semicondutores começaram já no quarto trimestre de 2020 e se agravaram bastante ao fim do primeiro trimestre do ano passado com o avanço da pandemia da Covid-19.

A situação piorou com um incêndio da fabricante de chips Renesas, no Japão e também pela forte nevasca no estado americano do Texas. No último trimestre do ano passado o cenário voltou a piorar em virtude da forte procura de eletrônicos de consumo nas festas natalinas em todo o mundo.

A queda de produção mundial de veículos está projetada entre cinco e sete milhões de unidades neste ano pela consultoria. Para 2022 ela projeta um alívio na escassez, mas os problemas podem continuar até o segundo trimestre do próximo ano.
 
Os números do Brasil no primeiro semestre de 2021, no entanto, ainda mostram recuperação sobre 2020 em razão da base comparativa baixa causada pela pandemia: vendas, mais 33%; produção, mais 57% e exportação, mais 67%.

A constatação dos problemas de abastecimento dos chips levou a associação dos fabricantes a reduzir um pouco suas projeções de crescimento para 2021. Diminui de 15% para 13% a recuperação das vendas e de 25% para 22% o avanço na produção em relação ao ano passado.
 
A Fenabrave também rebaixou o crescimento das vendas de 16% para 11,6%. As duas previsões incluem veículos leves e pesados (estes em uma reação vigorosa, porém representam apenas 5% das vendas totais).

A Fenabrave, no entanto, estima que 200.000 unidades adicionais seriam vendidas este ano, se houvesse produção normal. Isso indica fortalecimento do mercado brasileiro de veículos.
 
Assim as pessoas estão voltando a comprar carros, bem além do simples represamento causado pela pandemia. Entre os motivos uma folga financeira pelo cancelamento de viagens de lazer e negócios e um longo período de confinamento, além de menor procura pelo transporte público e por meio de aplicativos de mobilidade como prevenção contra o vírus.

Outro bom termômetro que indica aquecimento da demanda: as vendas de veículos leves usados cresceram 63% no primeiro semestre de 2021 frente a 2020 de acordo com números da Fenabrave (concessionárias) e da Fenauto (lojas independentes). 





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