SETEMBRO AMARELO

Setembro Amarelo: É possível prevenir o suicídio.
Responsabilidade Social15/09/2019 10h09Atualizada em 15/09/2019 10:09 Por: Leandro Daher





Foto: (Divulgação/EBC)

A cada 40 segundos, uma pessoa se suicida no mundo. Na última terça--feira (10), Dia Mundial para a Prevenção do Suicídio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reafirmou a importância de todos os países adotarem estratégias de prevenção com eficácia comprovada.
 
De acordo com o diretor-geral da OMS, é possível evitar o suicídio. Ele diz que, para isso, as nações precisam se mobilizar para implementar ações eficazes e políticas públicas eficientes.
 
Segundo a OMS, apenas 38 países têm programas nacionais de saúde e políticas eficientes de prevenção ao suicídio. A Campanha Setembro Amarelo foi trazida para o Brasil em 2014, numa iniciativa conjunta de prevenção ao suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina - CFM.
 
A Organização Mundial da Saúde - OMS calcula que aproximadamente 1 milhão de casos de óbito por suicídio são registrados por ano em todo o mundo. No Brasil, os casos registrados chegam a 12 mil óbitos por ano. É sabido, no entanto, que esse número é bem maior devido à subnotificação, que ainda é uma realidade.
 
Para o Ministério da Saúde do Brasil, para a prevenção, é fundamental estar atento a possíveis sinais de alerta. Entre esses sinais estão o aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas; preocupação com a própria morte ou falta de esperança; expressão de ideias ou de intenções suicidas. Caso a pessoa não atenda a telefonemas, passe a interagir menos nas redes sociais ou deixe de frequentar círculos de amigos e reuniões familiares, é importante ficar atento. Conversar com pessoas de confiança e procurar ajuda dos serviços de suporte são iniciativas fundamentais de prevenção.
“Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas,
discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido e doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados determinantes para o suicídio.” Assim, tais fatores devem ser levados em conta se o indivíduo apresenta outros sinais de alerta”, acrescenta o ministério.
 
Em caso de perigo, não se deve deixar a pessoa sozinha, nem permitir que
tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos). É importante sando e o que está fazendo. Já para o coordenador nacional da Campanha Setembro Amarelo, Dr. Antônio Geraldo da Silva, prevenir o suicídio é falar corretamente sobre o tratamento dos transtornos psiquiátricos: “Em 2019, trabalhamos com o conceito de que combater o estigma é salvar vidas.
 
Tendo em vista a relação entre o óbito por suicídio e a presença de transtornos psiquiátricos, não podemos ignorar esta informação. O acompanhamento correto da doença mental de base é o primeiro passo para cessar a ideação e o comportamento suicida, que desaparece por completo após o tratamento adequado e multiprofissional”. Também presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina - APAL, o Dr. Antônio Geraldo continua: “o suicídio é uma emergência médica e, por isso, precisa de intervenção especializada para que possa ser evitado. O papel da sociedade na campanha Setembro Amarelo é fundamental para que possamos chegar ao maior número de pessoas possíveis com ações efetivas de orientação sobre o risco, fatores de proteção e também na emergência do suicídio”, completou.





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