POLÍTICA

Só 3 dos 22 ministros lamentaram no Twitter as 500 mil mortes por covid-19.


Foto:(Fernando Crispim/Amazônia Real)

Dos 22 ministros do governo do presidente Jair Bolsonaro, apenas três lamentaram em suas contas oficiais no Twitter a marca de 500 mil mortes por covid-19 atingida no último sábado (19). O levantamento foi feito considerando os posicionamentos ou a ausência deles até às 9h deste domingo (20).
 
Lamentaram as mortes os ministros: Marcelo Queiroga (Saúde), Tereza Cristina (Agricultura) e Gilson Machado (Turismo). Os outros chefes de ministérios não publicaram mensagens de pesar às famílias em luto.

Queiroga prestou solidariedade àqueles que sofrem com as mais de 500 mil mortes pela covid-19 no país e afirmou trabalhar "incansavelmente" para acelerar o ritmo de vacinação no país.

"Presto minha solidariedade a cada pai, mãe, amigos e parentes, que perderam seus entes queridos", escreveu em seu perfil no Twitter.
 
O ministro fez a publicação às 14:31h de sábado, com base nos dados do consórcio de veículos de imprensa. Nesse horário, o ministério ainda não havia publicado o boletim atualizado de números de casos e mortes pela doença no país.

Tereza Cristina compartilhou o texto do ministro da Saúde e se solidarizou com as famílias. Disse ser um dia triste para todos.

Neste domingo, o ministro do Turismo lamentou as mortes, sem citar as 500 mil vidas perdidas. Na publicação, criticou o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
 
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, escreveu: "Em breve vocês verão políticos, artistas e jornalistas 'lamentando' o número de 500 mil mortos. Nunca os verão comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados, porque o tom é sempre o do 'quanto pior, melhor'".

O Ministério da Saúde confirmou às 17h28 desse sábado mais 2.301 óbitos em 24 horas, totalizando 500.800 vítimas desde o início da pandemia.

A 1ª morte pela doença no país foi registrada em 17 de março de 2020. Até agora, só o Brasil e os Estados Unidos ultrapassaram meio milhão de mortes pelo coronavírus. A marca é alcançada 51 dias depois de o país ter chegado às 400 mil mortes.
 
O presidente Jair Bolsonaro, assim como a maioria dos seus ministros, não se manifestou. O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou ser essa marca uma "enorme tristeza nacional" e prometeu "manter o foco na prevenção e na vacina para todos". Luiz Fux, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), divulgou nota conjunta com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) na qual diz ser "preciso relembrar a cada dia que não são apenas números". "São mães, pais, filhos, irmãos. Meio milhão de pessoas que partiram e tiveram seus sonhos interrompidos."

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou pelo Twitter que "enquanto todos não estiverem vacinados, com a pandemia sob controle, teremos dias de dor". 

O ministro do STJ, Humberto Martins, disse que "um inimigo invisível conseguiu abreviar meio milhão de vidas no Brasil desde o início da pandemia".





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