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Feira em São Paulo traz o que há de mais moderno em tecnologia para comunicação
Economia29/08/2019 12h55Atualizada em 01/09/2019 19:09 Por: Veridiano Peixoto e Leandro Daher





Gigantes do setor como Canon apresentaram os lançamentos do setor

A dinâmica da comunicação exige cada vez mais eficiência e velocidade, principalmente após o advento da tecnologia usada nos veículos de comunicação. Uma feira em São Paulo, a SET/Expo 2019, reúne o que há de mais moderno no meio. Câmeras, microfones, ilhas de edição, além de iluminação, tornou o Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte em um verdadeiro oásis dos aficionados e profissionais de comunicação que buscam as últimas novidades do setor.

O evento que se iniciou na última terça-feira (27) e se encerra hoje (29), reúne estandes como mais de 15 expositores que representam mais de 400 marcas nacionais e internacionais, entre elas as gigantes Sony, Canon, Fujifilm e Panasonic, além de marcas chinesas, como é o caso da Boyla fabricante de microfones, com produtos cada vez mais inclinados para a produção de conteúdo a ser distribuído na grande rede, confirmando a importância do online na transmissão de notícias. Além da feira, considerada a maior da América latina na área de negócios de mídia e entretenimento, a SET/Expo também promove um congresso, na sua 31° edição, com profissionais renomados do setor, como executivos, líderes de opinião, jornalistas, acadêmicos e influenciadores dos setores de tecnologia do audiovisual.
 
Tecnologia na maior empresa de comunicação do País
 
Na quarta-feira (28), o Diretor de Tecnologia do Grupo Globo, Raymundo Barros externou sobre a importância da tecnologia nas atribuições da empresa. “Queremos estar à frente dessas mudanças e ser um exemplo de empresa bem-sucedida no novo cenário. Já estamos há algum tempo trabalhando em diversas iniciativas que levam à novas formas de atuar e representam um trabalho conjunto de nossas empresas e profissionais”, afirmou. O executivo também citou o quanto a internet tem tido papel primordial na condução das plataformas da Globo para atender as exigências de um consumidor cada vez mais exigente, “E ela está dando as condições para que a tecnologia ganhe esse protagonismo na mudança do mercado”
 
 
Um jornalismo cada vez mais alinhado à tecnologia
 
As coberturas jornalísticas de grande impacto, àquelas decorrentes de tragédias, não só tem exigido dos profissionais, mas também de recursos tecnológicos cada vez mais compactos. E um dos exemplos relatados foi à tragédia de Brumadinho, que só recebeu a cobertura, devido ao uso da tecnologia. Sob  moderação de Raimundo Lima, diretor de Tecnologia e Operações do SBT, profissionais participaram do painel “O jornalismo em campo: a transformação tecnológica e a eficiência operacional, a flexibilidade na redução de custos”. Carine Tavares, chefe de reportagem da TV Globo Minas, lembrou o quanto o uso da tecnologia IP ajudou na cobertura jornalística de Brumadinho “Só a tecnologia pode nos oferecer isso, tanto para nós, que queríamos mostrar em tempo hábil, como para o telespectador, porque era uma coisa realmente chocante para todos nós. Temos motivos para comemorar a evolução da tecnologia, que está ajudando o jornalismo, e um não vive mais sem o outro”, afirmou. 

Márcio Campos, repórter do Jornal da Band, contou algumas experiências profissionais que enfrentou quando a tecnologia ainda era incipiente na cobertura jornalística como “grampear” orelhões para transmissão de futebol via rádio ou as dificuldades de se fazer um link em helicóptero, até a chegada da tecnologia IP. “Isso deu uma agilidade inacreditável para a gente. Eu sou fã, gosto dessa vibração do jornalismo ao vivo, da notícia acontecendo naquele momento. E o que a tecnologia fez para colaborar nesse sentido é inacreditável”, declarou, finalizando “Do HT ao IP, vocês, profissionais da tecnologia, fazem deste profissional, do jornalismo de fôlego, um profissional realizado”.
 
Um olhar mais humano
 
Um dos palestrantes mais aguardado, Roberto Cabrini, fez uma reflexão sobre o papel da tecnologia no jornalismo e o futuro da profissão. “Estamos em uma época na qual máquinas escrevem textos surpreendentemente concisos, até competitivos, e essas mudanças têm causado a demissão de seres humanos. E hoje, aquilo que a gente faz é contestado em tempo real pelo telespectador. Mais do que isso, o telespectador transformou-se em um repórter em potencial, podendo contestar uma matéria, por exemplo”.

Cabrini, um dos jornalistas mais experientes e respeitado do país, com passagens pela TV Globo, Band, Record e SBT, se dirigiu aos colegas de profissão para que se atenham ao que chamou de mais importante na profissão. "Conclamo todos vocês a não perderem o olhar humano. Não permitam que a tecnologia nos torne seres mais distantes, mais arrogantes. A grande história vale com um grande aparato tecnológico ou com uma câmera lambe-lambe. A tecnologia não define uma grande cobertura, ela facilita e dá agilidade. O que define uma grande cobertura é o olhar humano. Não percam jamais de perspectiva essa necessidade que temos de estar em sintonia com o ser humano, com o cidadão comum. Em um momento de grande transformação social, de incertezas, não podemos nos afastar dos anseios dessas pessoas quando a gente faz jornalismo”, concluiu Cabrini.



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