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O Brasil está gravemente doente, e não é de COVID-19!


Carolina Antunes - PR

Em janeiro de 2019 o Brasil padecia de uma série de “sintomas” característicos e análogos de uma situação que exigia um “remédio”. O país após sua redemocratização, em menos de trinta anos já havia levado ao impeachment dois presidentes, dos  quatro eleitos democraticamente. Entre 2006 com mensalão e 2016 com petrolão, o país registrou os dois maiores escândalo envolvendo a alta cúpula do governo, inclusive os presidentes da república.
  
Na educação o Brasil, em comparativo com todos os países da América Latina, só apresentava resultados melhores que a República Dominicana no Pisa (principal avaliação educacional internacional), mesmo investindo na área mais que os países desenvolvidos a partir do PIB.
 
Na economia após dois anos de recessão, só a partir de 2017 houve um ligeiro aumento, porém abaixo do Chile, Uruguai, Argentina e Bolívia, além do crescimento acelerado da dívida pública, que em 2018 chegou a 87,3% do PIB. Em 2017 o Brasil registrou a 2° maior taxa de desemprego da América Latina com 11,8%, superando apenas o Haiti com 14,0%. A pobreza atingia um quarto da população, ou seja, 50 milhões de pessoas viviam na linha da pobreza, com renda familiar inferior a R$ 387, segundo levantamento do IBGE de dezembro de 2017.
  
Quanto à corrupção, o Brasil ocupava a 96° posição de uma lista de 180° países no Índice de Percepção da Corrupção, que mede o quanto a população, empresas e organismos internacionais encaram os países como corruptos.
 
Diante de um cenário desses, muito se indagou da necessidade do país na escolha de um “remédio” que pudesse atenuar os efeitos de um governo que já se estendia havia quase 16 anos, cujos seus efeitos colocava o Brasil na enfermaria.
  
Nas eleições de 2018 opções para “erradicar” as doenças foram postas através de seus candidatos, e como um balcão de farmácia oferecia mais de um produto, e a escolha foi feita. Contudo, como de praxe a receita se sobrepôs à bula, essa sim importante, já que apresenta a indicação, a posologia, e principalmente os efeitos colaterais, mas parece que isso não foi levado em consideração.
 
Bolsonaro foi à escolha da maioria, e como um remédio que leva tempo para fazer efeito seguiu nos primeiros meses ainda como uma promessa da receita, mas tão logo inserido no corpo, demonstrou ser mais prejudicial que realmente benéfico.
  
Ao longo do tempo, o corpo em uma reação a combater os malefícios não conseguiu ao menos se recuperar da enfermidade anterior, pelo contrário, semelhante a um efeito de duplicação sistematizada passou a atingir outros “órgãos do Brasil”.
 
As consequências têm sido arrasadoras, somadas com a chegada de “uma verdadeira doença”, a qual o medicamento escolhido em 2018 e ainda preconizado por parte da população não apresentou qualquer efeito, pelo contrário a moléstia da Covid-19, controlada em alguns “corpos países” os quais adotaram medicamentos eficazes, até aqueles de forma um pouco tardia, como os EUA, parecem se curar à medida que as doses de um “bom remédio” são administradas corretamente enquanto por aqui é atualmente contribui para o aumento de mortes
  
O fármaco utilizado na constituição do “remédio Bolsonaro” foi reprovado pela maioria dos países, muitos profissionais não o receita, além da legião que o condena, e tão poucos acreditam que ele sirva para alguma coisa, o colocando na posição próxima ao placebo, com resultados terapêuticos apenas devido aos efeitos psicológicos da crença do paciente de que ele está sendo eficaz, mas aqui com a ressalva que o medicamento Bolsonaro produz sim efeitos, contrários e arrasadores ao “corpo Brasil”, dos quais o sadismo em fazer o mal, a indiferença diante das perdas, e o ódio enraizado que se multiplica em suas sementes que encontraram campos férteis para proliferar variantes mais preocupantes de uma doença que parecia inicialmente ser um remédio para outra.
 
Aliás, ambas agora se encontram anunciadas para à disputa do mesmo corpo, personificada também na figura de Lula, que ao lado de Bolsonaro ainda são confundidos como soluções, mas na realidade são os reais problemas, e que fizeram desse corpo um meio de expandir seus efeitos mais atrozes, e novamente buscam se se manter como parte permanente, que senão combatidos a tempo poderão ser tornar imunes quando realmente o verdadeiro remédio, enfim “aparecer”.  





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