CENÁRIO URBANO

Prato Vazio. Milhões de brasileiros estão passando fome.


Foto:(Getty Imagens)

A fome, que crescia no Brasil na última década, acabou se agravando na pandemia. Em 2020, 19 milhões de pessoas viviam em situação de fome no país, segundo o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da covid-19 no Brasil.

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Em 2018, eram 10,3 milhões. Ou seja, em dois anos houve um aumento de 27,6% (ou quase 9 milhões de pessoas a mais).
 
A Unicef (braço da ONU voltado para crianças e adolescentes) afirmou que, no mundo, "6,7 milhões de crianças menores de cinco anos podem sofrer definhamento (baixo peso para a altura) — e, portanto, tornar-se perigosamente subnutridas — em 2020 como resultado do impacto socioeconômico da pandemia de covid-19".

Nova pesquisa emite um alerta sobre a fome

De acordo com o último levantamento feito pela Datafolha, 88% dos entrevistados acreditam que a fome está em alta. Faltou comida para 40% daqueles que possuem apenas o ensino fundamental completo, e a região mais afetada tem sido o Nordeste.
 
Outro dado relevante é que a fome está associada a quantidade de adultos trabalhando. Onde só há um profissional, 29% teve menos comida. Já nas casas em que ninguém está com renda, o índice sobe para 35%.

E o Auxílio?

E mesmo com os alertas de epidemiologistas de que haveria uma nova e grave onda de contágio, o governo federal interrompeu o pagamento em 31 de dezembro, retomando-o apenas em 6 de abril, após um hiato de 96 dias. Considerando que o levantamento foi feito em dezembro, o número de famintos provavelmente está subdimensionado.
 
Na retomada, o benefício passou a ser pago em parcelas de R$ 150, R$ 250 e R$ 375 mensais por domicílio.

A cesta básica mais cara, segundo dados divulgados este mês pelo Dieese, foi a de Florianópolis (R$ 634,53), seguida pelas de São Paulo (R$ 632,61), Porto Alegre (R$ 626,11) e Rio de Janeiro (R$ 622,04). Entre as cidades do Norte e Nordeste, a cesta com menor custo foi a de Salvador (R$ 457,56). Considerando o piso de R$ 150, isso representa 32,8% da cesta.
 
Nos quatro meses de 2021, as capitais com as maiores altas na cesta básica foram: Curitiba (8%), Natal (4,24%), Aracaju (3,64%), João Pessoa (3,13%) e Florianópolis (3,08%). Vale lembrar que o povo, além de comida e água, também paga aluguel, compra remédios, usa transporte público, tem gastos com celular, já que o governo federal foca as novas ações em aplicativos. 





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