SEGURANÇA

Entre os muros da escola



Por Veridiano Peixoto

Há dois meses o país testemunhou atônito o quanto à violência pode ser extremamente cruel. As mortes na escola estadual Raul Brasil, em Suzano não só demonstrou a vulnerabilidade das pessoas, independente dos locais que elas possam se encontrar, como também, novamente levantou a questão sobre a segurança oferecida aos alunos, professores e funcionários nos estabelecimentos de ensino. Ameaças, Agressões, Lesão Corporal, e o Consumo de Drogas são componentes que ao longo dos anos foram inseridos, ou pelo menos citados no cotidiano dos colégios.

Porém, a realidade na região parece ainda estar um pouco distante de um cenário irreversível. As escolas aparentemente ainda resistem a uma tendência muito comum e já consolidada nas ruas das cidades que é o avanço desenfreado da violência, que mesmo em queda no estado, conforme Índice de Exposição a Crimes Violentos (IEVC) do Instituto Sou da Paz, ainda recai como uma das maiores preocupações da população.  O Anhanguera, através da Lei de Acesso à Informação obteve dados correspondentes aos registros de ocorrências de supostos atos de prática violenta ou criminosa em escolas de Ensino Fundamental e Médio dos municípios de Barueri, Cajamar, Itapevi, Jandira, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba, (Osasco e Carapicuíba não foram solicitados pelo jornal) durante 2018, que juntos somaram 303 registros.

O número total desses Boletins de Ocorrência registrados não representa a estatística criminal de determinada área ou região, já que a contabilização segue procedimentos estabelecidos os quais criou o Sistema Estadual de Coleta de Estatísticas Criminais, contudo, as informações norteiam ou pelo menos demonstram indicativos do quanto de atos tidos fora do padrão do ambiente estudantil possam estar em curso nesses locais. A cidade de Itapevi figura como a que mais teve BO com 113 no total, seguida por Barueri com 69 registros. São ameaças, furtos, injúria difamação e lesão corporal que prevalecem como atos praticados nas dependências das escolas. Santana de Parnaíba aparece como a terceira cidade que mais registrou ocorrências, um total de 37. Já Cajamar vem em seguida com 35 e Pirapora do Bom Jesus ficou com a segunda menor, com 17 ocorrências, sendo Jandira o município com o menor número de registros, 6 no total.

Nas instituições de Curso Superior foram registradas 14 ocorrências, destas, seis foram em Santana de Parnaíba. Sendo três em Alphaville e duas na região central. Porém, diante de números inferiores àqueles originários nas ruas dessas mesmas cidades, o crescimento dos casos nas dependências escolares tem sido umas das preocupações de organizações e estudiosos em outras localidades. De acordo com a última pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2013, 12.5% dos docentes ouvidos no Brasil, afirmaram ter sido vítimas de agressões verbais ou intimidação de alunos, considerado o índice mais alto do mundo, cuja a média é de 3,4%. Já o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), através de pesquisa realizada em 2017, aponta que 51% dos professores da rede estadual já sofreram algum tipo de violência. 






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