POLÍTICA

Caso pretenda ser candidato, o maior desafio de Elvis é ser pelo PSDB!




Foto: (Rede Socias)

mNo último domingo (21) uma postagem no perfil do ex-vereador que foi candidato a vice-prefeito de Pirapora do Bom Jesus Neno Freitas, citava o nome de Elvis Cezar (PSDB) como pré-candidato ao Governo de São Paulo. Já entre a segunda-feira e esta terça-feira, uma mensagem padronizada repetindo os mesmos dizeres de Elvis como postulante ao Palácio dos Bandeirantes começou a ser difundida nos perfis dos seus apoiadores, inclusive de parlamentares de Santana de Parnaíba. Já pela manhã o próprio Elvis postou uma imagem ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin. 
 
Essa ofensiva velada do ex-prefeito de Santana de Parnaíba por  candidatura ao Governo de São Paulo, surge justamente quando o atual governador João Dória expõe um racha no PSDB, quando no início do mês durante um jantar na sede do Governo Paulista apresentou à integrantes da cúpula tucana uma plano para assumir o comando do PSDB nacional, afastar o deputado mineiro Aécio Neves e abrigar os dissidentes do DEM, como o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, uma situação que mostrou uma divisão no partido, já que ninguém da legenda havia sido consultado, nem mesmo o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo.

Dizer que Elvis poderá ser um dos nomes do partido para a sucessão de Dória não seria nenhum exagero, como também isso poderia ocorrer por um outro, como demonstrou a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, durante um comício em novembro em Santana de Parnaíba. Contudo, caso essa já "pré-campanha" tenha como objetivo o PSDB, o desafio de Elvis é muito maior, e em parte devido à recusa dos líderes do partido que torcem o nariz com a atitude do próprio Dória em "forçar" seu nome, o que seria estendido também aos outros estados. 
 
O processo de sondagem, seleção e escolha por um nome para disputar o governo do estado mais rico e desenvolvido do país não se define apenas por uma vontade do candidato, pelo contrário, teria que passar pelo crivo e posterior aprovação de nomes como do próprio Aécio, Fernando Henrique Cardoso, Aloysio Nunes, Tasso Jeressati, José Serra, além dos pesos regionais como de Dória, Marco Vinholi e Cauê Macris, da Senadora Mara Gabrilli, dos deputados estaduais, e federais, além dos prefeitos de 171 municípios paulistas, entre eles da Capital, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo e São José dos Campos, referências em suas regiões e com um histórico de políticos experientes com atuações no Congresso Nacional, além dos correligionários espalhados pelo estado.

E para voos mais altos é necessário que o nome de Elvis se fortaleça primeiramente na região, e isso é um dos maiores desafios, já que com a possibilidade de Rubens Furlan, que mesmo no PSDB, recebeu convite do PTD para estar na disputa ao estadual, a relação com outros prefeitos da região, como aquela que Furlan possui não o gabarita de ser o nome de consenso. Buscar projeção na figura de seu pai, o deputado estadual Cezar, é uma das possibilidades, mas como é de conhecimento, o tucano possui seu berço eleitoral na região, e por mais que mostre presença em outros municípios, principalmente do interior, acaba transitando em áreas já consolidadas por colegas de Assembleia.
 
Talvez tanto as manifestações dos apoiadores, quanto os apontamentos do próprio Elvis não passam de uma sacudida no tabuleiro político para uma projeção de seu nome, o qual poderá facilmente fazer dobradinha com o de seu pai em 2022, mas com os olhares para o Congresso Nacional e não para o Morumbi, pelo menos por enquanto.
 
 
 





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