CULTURA

"O caipira chegou pra ficar"


João Mário e sua Zabumba. Foto:(Divulgação)

Com a participação de figuras de destaque da cultura e tradição do samba de bumbo de Santana de Parnaíba, é lançada hoje a música “Morada do Samba” que esta presente no EP “Samba da Roça – Bantu, Sagrado e Rural”, de Claudio Silva.

Um dos parnaibanos presentes em todo processo é o pesquisador e “sambado” João Mário Machado.

João participa não só do processo como também estuda e divulga com intensidade a cultura e a tradição do samba rural paulista, sua oralidade e importância para a formação do samba moderno.
 
Logo no início da música, vemos artista citá-lo e todas as cidades que hoje são consideradas polos do samba rural paulista.

Mas especificamente sobre a canção, foi em 2009 que Cláudio Silva escreveu e melodiou o “Morada do Samba e cantou pela primeira vez no Panela do Samba (centro cultural Quilombinho). Sua tendência já era para o Samba Rural Paulista, mas poucas pessoas entendiam esta concepção na cidade de Sorocaba. Já de início algumas personalidades do Samba/Arte já elogiavam o conteúdo.
 
Na letra percebe-se um prelúdio que homenageia Nhô João (João de Camargo), e na sequência a Cidade de Sorocaba, na frase: “Minha terra é caipira e “Rasgada”, menção ao nome Sorocaba em Tupi Guarani (Terra Rasgada). Com esta iniciação, Sorocaba pode então vir a tornar-se futuramente, um polo de Samba rural Paulista e/ou Samba de Bumbo, que hoje compreende em: Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Campinas, Vinhedo, Quadra, Mauá, Itu (retomando suas raízes) e Piracicaba.

Arte de Divulgação: HERTZ MOURA

O sambista escancara no refrão “O Caipira chegou pra ficar, Tiririca não pode parar”, a velha tradição da roda de Tiririca (uma espécie de capoeira Paulista), onde Claudio, na sua infância, muito gingou com o amigo Clóvis Jorge Ribeiro (Clovinho), e assim surgiu a ideia do Berimbau, que Manú Neto propôs um trio de berimbaus.
 
A feira tradicional de Muares, tradicional reduto de encontro dos Bandeirantes, também é citada na letra. Este projeto de gravação só foi possível graças a insistência de Agrício Costa, com a frase: “vamos gravar com ou sem dinheiro”, e Marcus Felipe (Meninão), além de abraçar todo o projeto de gravação do EP, teve a destreza, sutileza e coragem em arranjar essa música, que com certeza será material de estudo para posteridade. Arranjos estes em que a instrumentação e linguagem permeiam pelo primitivo e contemporâneo universo sambístico; Bantu, Sagrado e Rural. Conceitos históricos que contextualizam a relevância do projeto “Samba da Roça”.

A música pode ser ouvida em todas as plataformas de streaming.
 
 
 
 
 
 



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