CENÁRIO URBANO

Pandemia contribuiu para reduzir poluição do rio Tietê, diz SOS Mata Atlântica.




Rio Tietê no trecho urbano de Santana de Parnaíba - Leandro Daher

Estudo da Fundação SOS Mata Atlântica, lançado nesta terça (22), Dia do Tietê, constata que as mudanças de comportamento da sociedade por conta da pandemia de Covid-19 contribuíram para a redução de poluição no rio Tietê, principalmente com a diminuição do lixo nas ruas e a fuligem de veículos. Por outro lado, acarretaram no aumento da pressão por uso da água pela população. Os dados apontam que, dos 83 pontos de coleta – distribuídos em 47 rios de 38 municípios -, 6 (7,2%) mantiveram qualidade de água boa de forma perene, 55 (66,3%) regular, 21 (25,3%) ruim e 1 (1,2%) péssimo. Nenhum ponto registrou qualidade de água ótima. Os dados são do relatório Observando o Tietê 2020 – O retrato da qualidade da água e a evolução dos indicadores de impacto do Projeto Tietê, que será tema de webinar nessa terça (22), às 18h30.
  
A qualidade de água ruim, imprópria para usos e inadequada para a vida aquática, ficou dividida em dois trechos – diferente das manchas anteriores que eram contínuas –, totalizando 150 km. Isso equivale a 13% da extensão do rio, quase o dobro da marca histórica de 71 km, alcançada em 2014. Não houve registro de trechos com qualidade de água péssima ao longo do rio Tietê, apenas em um de seus afluentes, o Córrego José Gladiador, na cidade de São Paulo.

Por outro lado, a condição de água boa e regular – que permitem vida aquática, abastecimento público, produção de alimentos, atividades de lazer e esportivas – estenderam-se a 382 km, o que representa 66,32% da extensão de 576 km do trecho monitorado do rio, que tem ao todo 1.100 km, da sua nascente até a foz.
Os especialistas destacam que, também em virtude da pandemia, um trecho de 44 km, correspondente a 4% da extensão do rio, não foi analisado neste ciclo.

Ele está compreendido entre os municípios de São Paulo e Barueri, a partir da ponte da Rodovia Anhanguera, e é bastante poluído, apresentando pouca variação na condição de qualidade da água nas séries históricas de monitoramento. Se fosse considerado com qualidade de água ruim, com base nos indicadores aferidos na Ponte das Bandeiras, até o subsequente em Santana de Parnaíba, a mancha de rio considerado poluído e em condições impróprias atingiria 194 km, ficando maior que no período anterior, de setembro de 2018 a agosto de 2019, quando estava contida, de forma contínua, em 163 km.
 
“O rio Tietê é muito impactado por variações climáticas que, neste período de monitoramento, foram bastante intensas. Porém, de certa forma temos algo a celebrar com estes dados, embora sejam muito atípicos e inéditos. Desde 2010, nunca tivemos qualidade de água boa nos reservatórios do Tietê no período de estiagem.
Os indicadores das séries históricas ficavam na condição regular ou ruim, por conta da grande concentração de nutrientes e da proliferação de algas e plantas aquáticas.  Se não fosse a abertura de barragens, em fevereiro e agosto deste ano, não teríamos qualidade ruim entre Porto Feliz e Laranjal. Ou seja, a mancha seria bem menor“, afirma Malu Ribeiro, gerente da Fundação SOS Mata Atlântica.





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