CENÁRIO URBANO

A desigualdade verde em Santana de Parnaíba




Região Central de Santana de Parnaíba ainda possui alguns pontos arborizados

Entre 2002 com a promulgação da Lei 2.354 de Incentivo à Arborização de ruas, praças e jardins, passando pelo Projeto Arborizar, que de acordo com a prefeitura já realizou o plantio de milhares de mudas, a inclusão no Plano de Metas 2018, e o recente Decreto 4.380/5 de junho 2020, que reforça a ideia de uma Santana de Parnaíba mais verde, a realidade que se vê na cidade não é talvez daquela almejada há quase 20 anos, já que as “manchas cinzas” se sobrepõem às verdes.
  
A presença e a expansão de áreas verdes são consideradas indicadores na qualidade ambiental-urbana, e também tem mostrado as desigualdades econômicas existentes em um mesmo município a partir da existência ou não de arborização nos bairros, que pode até apontar a valorização de uma área ou o detrimento de outra. Na capital, segundo estudo do ZAP Imóveis de 2018, os bairros com mais árvores em praças e ruas são os mais valorizados, cenário imprescindível para pessoas de renda mais alta que levam em consideração a beleza da região.
Alpha 11 - O bairro de Alphaville é referência no mercado imobiliário - Google
 
Em Santana de Parnaíba, recorrente nos apontamentos do mercado imobiliário devido à região de Alphaville, os contrastes são maiores e perceptíveis quando o distanciamento é maior da região central, como ocorre em um breve comparativo dessa região com os bairros do Parque dos Eucaliptos, Parque Santana de Colinas da Anhanguera. Enquanto o primeiro há indícios do verde em ruas e avenidas, nos outros a ausência é predominante.
 
Imagem aérea do Parque dos Eucaliptos, onde o cinza prevalece - Google
 
Outra questão está atrelada às ações públicas que poderiam contribuir no processo de arborização a partir do planejamento e execuções paisagísticas em obras de mobilidade urbana. Atualmente a prefeitura vem realizando a duplicação da Avenida Tenente Marques, uma das mais importantes do munícipio, no trecho compreendido entre as ruas Sergipe e São Paulo, uma extensão de aproximadamente 2,5 quilômetros que sequer aponta intenções de plantio de árvores, pelo contrário, há trechos que até o calçamento foi suprimido.
 
Duplicação da Tenente Marques, na região da Fazendinha, não há projeto de arborização - Imagem: Ederson Parmão
 





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