EDUCAÇÃO

"Aí você vê pessoas que têm diabetes, pressão alta e sobrevivem"




Clecius Romagnoli - secretário de educação de Santana de Parnaíba - reprodução

As palavras são do secretário de educação de Santana de Parnaíba, Clecius Romagnoli em uma intervenção minutos antes do início de uma formação online para profissionais da educação na última terça-feira (4). O secretário tem sido duramente criticado não só por professores, mas também por entidades como a APEOESP, devido decisões tomadas que remetem ao retorno de atividades presenciais, não só na SME como recentemente também nas unidades escolares, em um momento que até o próprio governo do estado, como outros municípios mantém o trabalho de maneira remota.
 
Segundo o secretário a situação não está fácil para ninguém e procurou enquadrar outras profissões para exemplificar que não só os professores têm enfrentado dificuldades. “Ninguém em qualquer profissão, engenheiro, médico, advogado, costureira, nenhuma profissão da nossa sociedade, pessoas, donas de casa, ninguém hoje está tão (sic) difícil para todos” disse
  
Quanto ao dizer que independente das comorbidades todos estão sujeitos, o secretário citou que a morte do professor Fábio Ponso, ocorrida no último domingo (3), em decorrência da Covid-19, não estaria ligada diretamente a um histórico de doenças tidas como de risco “O Fábio não tinha comorbidade nenhuma”, porém segundo o próprio Governo do Estado óbitos de pessoas no grupo de risco representou 58,9% de cardiopatia, e 43,2% com diabetes Mellitus. E salientou que não há nenhuma decisão sobre a retomada das aulas ocorrer em setembro (disse isso antes do anúncio do governo estadual nesta sexta-feira (7) que reagendou à volta das atividades presenciais para outubro) “Pessoal não tem nada certo que a retomada será em setembro, pode acontecer que ela não (sic) aconteça”.    
 
Entretanto, profissionais ouvidos pelo jornal O Anhanguera disseram não ser contrários à volta das atividades presenciais, desde que as mesmas sejam feitas de forma planejada e segura, e isso segundo eles não tem sido observado, já que as aulas tidas remotas estão em andamento, o que não justificaria estar nas unidades neste momento, e um retorno “em massa” envolvendo até mesmo os profissionais do grupo de risco, em colégios que continuam distribuindo marmitex precisa ser melhor discutida, pois não há sequer certeza se se os próprios alunos voltarão, apontamento feito pelo próprio secretário que afirmou que 76% das famílias consultadas pela SME se dizem contrárias ao retorno das aulas presenciais





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