EDUCAÇÃO

Mesmo com aulas suspensas, escolas de Santana de Parnaíba continuam concentrando pessoas




Número de marmitex distribuídas já ultrapassou 1 milhão de unidades - Secom

A morte do vice-diretor Fábio Ponso, do colégio municipal Senador Teotônio Vilela, em Santana de Parnaíba, em decorrência da Covid-19, reafirma os riscos que profissionais da educação poderão ter caso ocorra o retorno das atividades presenciais.  
 
Mesmo com as aulas suspensas, alguns colégios permanecem abertos, servindo como polo de distribuição de marmitex, que segundo a prefeitura de Santana de Parnaíba, já atingiu mais de 1 milhão de unidades desde o início da pandemia em março.
 
O próprio professor Fábio, segundo relatos de colegas e amigos, na condição de vice-diretor estava envolvido na ação, voltada para atendimento de alunos carentes do município, confirmado em uma postagem do dia 5 de julho na página do colégio.
  
Contudo, a ação até muito elogiada, se diferencia daquelas adotadas por outros municípios que optaram pela distribuição de cartões às famílias dos alunos, justificando agilidade e mesmo anulando aglomerações nas unidades caso houvesse distribuições de alimentos.
 
O Anhanguera até já noticiou a situação de filas que se formam horas antes do início da distribuição das marmitex, e a prefeitura ao informar que o número já supera 1 milhão de unidades distribuídas, além de mostrar a sua extensão, também confirma o número imensurável de pessoas envolvidas, que vão desde os beneficiados, até quem prepara os alimentos, os que coordenam nas unidades (diretores e vice-diretores) além dos que distribuem, demonstrando que o espaço escolar previamente suspenso para evitar o característico fluxo intenso de pessoas e potencial espaço de contágio foi retomado e tem sido utilizado como o principal espaço público de trânsito diário de pessoas em Santana de Parnaíba.
   
Uma pesquisa realizada em abril por pesquisadores da UFRJ mostrava que caso as aulas não fossem suspensas os riscos de contágio dos professores seriam de 70%, índice superior ao de comerciantes e operadores de caixa com 53%, profissões ligadas diretamente ao público.
 
Já um outro estudo em maio mostrou que os locais, ou seja, o ambiente de trabalho tiveram um papel importante na disseminação da doença durante estágios iniciais em seis países asiáticos: Hong kong, Japão, Cingapura, Taiwan, Tailândia e Vietnã.
  
A convergência desses dois indicadores mostra o quanto o ambiente escolar pode ser extremamente favorável à proliferação e consequente contágio tanto de professores, funcionários e alunos.





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