CENÁRIO URBANO

Estátua de Raposo Tavares é vandalizada em Parnaíba.




Foto das redes sociais

Um dos maiores símbolos de Santana de Parnaíba, o monumento aos Bandeirantes, teve uma de suas estátuas vandalizadas. Uma tinta vermelha foi jogada na escultura que representa a figura do bandeirante Raposo Tavares. A estátua é a primeira avistada quando se chega na cidade pela Estrada dos Romeiros vindo de Barueri.

O Monumento

O Monumento aos Bandeirantes foi criado pelo artista da cidade, Murilo Sá Toledo e inaugurado em 2006. Compõem a obra: dois pórticos e 23 esculturas de bronze que representam personagens históricos como Anhangüera, Domingos Jorge Velho, Raposo Tavares e Fernão Dias e os fundadores da cidade, Suzana Dias e André Fernandes e assim ocupa um espaço de 60 metros de comprimento e 20 metros de largura.
 
Movimento contra as estátuas.

Os protestos antirracismo iniciados nos Estados Unidos após a morte de George Floyd por um policial colocaram o mundo em polvorosa no final de maio. Além dos protestos em solo americano, cidadãos de diversos países intesificaram as ações.
 
O Brasil não ficou para trás na discussão – e nem poderia, diante do fato de ter sido o país das Américas que mais recebeu escravos entre os séculos XVI e XIX. Aqui, estátuas de personalidades históricas que atualmente seriam julgadas pelos mais diversos crimes habitam cidades de todos os tamanhos.

A derrubada de monumentos divide opiniões. O escritor Laurentino Gomes, conhecido pela trilogia “1808”, “1822” e “1889”, acredita que eles devem ser mantidos.
 
“Vejo nas redes sociais um movimento pela derrubada da estátua do bandeirante Borba Gato situada no bairro de Santo Amaro, em SP. Sou contra. Estátuas, prédios, palácios e outros monumentos são parte do patrimônio histórico. Devem ser preservados como objetos de estudo e reflexão”, publicou em sua conta no Twitter.

A historiadora da USP Maria Helena Machado, especialista no papel social da escravidão, alerta para a dinamicidade das narrativas históricas. “A história é dinâmica, nesse sentido sua narrativa é mutável, embora os dados que a compõem não possam ser mudados ao bel prazer daquele que a estuda”
 
“Derrubar qualquer símbolo da escravidão de africanos, indígenas ou de qualquer outro grupo, não é, de forma alguma, destruir a história. Esta continuará a ser narrada a partir das pesquisas sérias que centenas de estudiosos especializados realizam dia após dia. Derrubar coletivamente a estátua é também um ato que se inscreve na história, sobretudo pelo seu caráter público e televisionado”, concluiu.





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