CULTURA

A data foi celebrada mas o samba está calado.




Festa do Cururuquara. Foto:(Roberto Andrade).

Na data de ontem (13) iria ser comemorada a 133ª Festa do Cururuquara. Festa essa realizada em louvor a São Benedito, a Nossa Senhora do Carmo e ao fim da escravidão, mas ela não foi celebrada este ano.

Devido as restrições impostas pela pandemia da Covid-19, a festa do Cururuquara não aconteceu e isso levou algumas poucas manifestações de lembranças que foram feitas principalmente em redes sociais.

A importância histórica é imensa já que a primeira Festa do Cururuquara foi realizada no ano de 1888, após a  Abolição da Escravatura, quando os negros, livres a partir daquele momento, foram à pequena capela de Santa Cruz existente no local e lá festejaram com seus bumbos por quatro dias e quatro noites. Em frente à capela foram plantadas oito palmeiras, dando ao local o nome de Largo das Palmeiras, onde se realiza a festa anualmente, no dia 13 de maio.

Uma das manifestações para a lembrança da festa e da sua importância foi publicada pelo articulador cultural João Mário Machado  que postou um vídeo (clique aqui para ver o vídeo) e escreveu “Esse ano infelizmente não tivemos a "Festa do Cururuquara" que comemoraria 133 anos, uma festa de resistência, que resiste a tantos anos para poder existir, mas infelizmente esse ano não conseguimos nos unir na frente da capela, aos pés das palmeiras, pra saudar São Benedito, pra batermos nossos bumbos, pra rodarmos saias, pra cantarmos nossos pontos.”

João Mário é estudioso e integrante do grupo Treze de Maio, grupo esse de samba de bumbo rural paulista que teve origem no bairro. Pesquisadores da cultura brasileira descrevem  que o samba como é conhecido hoje provavelmente tenha nascido do samba rural paulista, onde o grupo do Cururuquara tem seu destaque, já que uma das mais importantes manifestações culturais brasileira e por isso mesmo pode ainda este ano ter seu “tombamento”(registro) pelo IPHAN (O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) concluído e assim considerado patrimônio cultural imaterial do Brasil.

 
Seu Carmelino Euzébio de Jesus e sua esposa Dona Luíza Camargo de Jesus, são os símbolos vivos desta festa de guerreiros descendentes negros. Não que não haja brancos participando e organizando a festa, como é o caso de João Mário e muitos outros que prestam o devido respeito e se declaram com orgulho discípulos de Seu Carmelino e Dona Luíza.

Uma outra manifestação postada em redes sociais foi feita pelo pré-candidato a prefeito Leandro Monteiro (PV) que parabenizou o bairro pela passagem da data, no demais nenhuma outra publicação fora registrada. Até a manhã de hoje (14), nada tinha sido postado na página oficial da Prefeitura de Santana de Parnaíba e nem mesmo na página oficial do prefeito Elvis Cezar, esse que apenas destacou a ação da colocação de máscaras nas principais estátuas e monumentos da cidade.  
 





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